Neste artigo
  1. Os três tipos de site que mais se pedem
  2. O que faz o orçamento subir ou descer
  3. Custos que se repetem todos os anos
  4. Porque é que dois orçamentos para o "mesmo" site são tão diferentes
  5. Sinais de alerta num orçamento
  6. Como preparar o pedido de orçamento
  7. Porque não publico preços

"Quanto custa um site?" é a pergunta que mais me fazem, e a resposta honesta é: depende do que o site tem de fazer. Um site de apresentação com cinco páginas e uma loja online com quinhentos produtos são trabalhos completamente diferentes, mesmo que ambos se chamem "site". Neste artigo explico o que entra num orçamento para criação de sites em Portugal, o que faz o preço subir ou descer e como comparar propostas sem cair em armadilhas. Se já sabe o que precisa, veja como trabalho na página de criação de sites profissionais.

Não publico preços no meu site, e explico porquê no fim. Mas posso mostrar-lhe exatamente de onde vem o custo, para que perceba qualquer orçamento que receba, meu ou de outra pessoa.

Os três tipos de site que mais se pedem

Quase todos os pedidos que recebo encaixam num destes três grupos. Saber em qual está o seu projeto é o primeiro passo para perceber o orçamento.

Site de apresentação

É o site de um negócio de serviços: uma página inicial, uma página por serviço, sobre nós, contactos e talvez um blog. O objetivo é ser encontrado no Google e transformar visitas em contactos. Costuma ser feito em WordPress e é o tipo de site mais comum para pequenas empresas, clínicas, consultoras, restaurantes e profissionais liberais.

Loja online

Aqui o site vende. Além das páginas, há produtos, carrinho, pagamentos (cartão, MB WAY, Multibanco), envios, impostos, emails automáticos e páginas legais. Em Portugal faz-se sobretudo em Shopify ou em WooCommerce. Escrevi um guia completo sobre como criar uma loja online.

Aplicação web à medida

Quando o site tem de fazer algo que nenhuma plataforma faz de origem: uma área de cliente, um sistema de marcações próprio, um painel com dados de várias ferramentas. É desenvolvimento de software, e o custo depende muito da complexidade. Veja aplicações web e software à medida.

O que faz o orçamento subir ou descer

Dentro de cada tipo, o preço muda sobretudo por causa destes fatores:

  • Número de páginas e de modelos diferentes. Dez páginas de serviço com o mesmo layout custam muito menos do que dez páginas todas diferentes.
  • Design à medida ou tema. Um tema bem escolhido e adaptado à sua marca é mais rápido. Um design feito de raiz, a partir de um ficheiro do Figma, leva mais tempo e dá mais controlo.
  • Conteúdos. Se os textos e as fotografias estão prontos, o trabalho avança depressa. Se é preciso escrevê-los, organizá-los ou traduzi-los, isso entra no orçamento.
  • Funcionalidades. Formulários simples são rápidos. Marcações online, áreas reservadas, filtros de pesquisa, integrações com CRM ou faturação acrescentam trabalho.
  • Idiomas. Um site em português e inglês não é o dobro do trabalho, mas também não é igual a um site numa só língua, sobretudo se quiser que o Google mostre a versão certa a cada pessoa.
  • SEO desde o início. Estrutura de páginas, títulos, dados estruturados e velocidade. Fazer isto bem no lançamento sai mais barato do que corrigir depois.
  • Migração. Se já tem um site, passar conteúdos e redirecionar os endereços antigos para não perder posições no Google é trabalho real.

Custos que se repetem todos os anos

O orçamento do projeto é só uma parte. Antes de decidir, conte também com os custos recorrentes:

CustoO que éQuem paga a quem
DomínioO endereço do site (.pt ou .com)Ao registador, todos os anos
AlojamentoO servidor onde o site está (WordPress)Ao fornecedor de alojamento, mensal ou anual
Subscrição da plataformaShopify, Wix e semelhantesÀ plataforma, mensal ou anual
Plugins e apps pagosFuncionalidades extra, licenças de temasAo autor, normalmente por ano
ManutençãoAtualizações, cópias de segurança, pequenas alteraçõesA quem cuida do site, se não o fizer por conta própria

Pergunte sempre em nome de quem ficam o domínio, o alojamento e as contas. Devem ficar em seu nome. Se um dia mudar de fornecedor, é isso que lhe permite levar o site consigo.

Porque é que dois orçamentos para o "mesmo" site são tão diferentes

É normal receber propostas com valores muito distantes. Raramente é só uma questão de alguém ser caro ou barato. Normalmente as propostas não estão a orçamentar a mesma coisa. Uma pode incluir textos, SEO, formação e um mês de apoio; outra pode ser só a instalação de um tema com o seu logótipo.

Para comparar, peça a cada fornecedor que diga por escrito:

  • Quantas páginas e que funcionalidades estão incluídas.
  • Se o design é um tema adaptado ou feito à medida.
  • Quem escreve e carrega os conteúdos.
  • O que está incluído em SEO (títulos, velocidade, dados estruturados, Search Console).
  • Quantas rondas de alterações estão previstas.
  • O que acontece depois do lançamento: apoio, manutenção, formação.
  • Em nome de quem ficam o domínio, o alojamento e as contas.

Com estas respostas, duas propostas tornam-se comparáveis. Sem elas, está a comparar números soltos.

Sinais de alerta num orçamento

Alguns pontos merecem cuidado, seja qual for o preço:

  • Sem âmbito por escrito. Se não está escrito o que vai receber, cada alteração pode virar uma discussão.
  • O site fica "alojado connosco" sem acesso para si. Se não tem acesso de administrador, o site não é verdadeiramente seu.
  • Promessas de primeira página no Google. Ninguém controla os resultados do Google. Um bom fornecedor fala em fazer as coisas bem, não em garantias de posição.
  • Plugins para tudo. Um site WordPress com dezenas de plugins é mais lento e mais difícil de manter.
  • Nada sobre o pós-lançamento. Um site precisa de atualizações. Saiba quem trata disso.

Como preparar o pedido de orçamento

Quanto mais claro for o pedido, mais preciso é o orçamento. Não precisa de um documento técnico. Basta responder a isto:

  1. O que faz o seu negócio e para quem.
  2. O que o site tem de conseguir: contactos, vendas, marcações, informação.
  3. Que páginas imagina e se os conteúdos já existem.
  4. Dois ou três sites de que gosta, e porquê.
  5. Se precisa de alguma funcionalidade especial ou ligação a outra ferramenta.
  6. Se há um prazo que importe mesmo.

Com isto, qualquer profissional sério consegue dar-lhe uma estimativa útil, ou fazer as perguntas certas.

Porque não publico preços

Podia pôr uma tabela com "a partir de". Não o faço porque esse número quase nunca corresponde ao projeto real, e prefiro não criar uma expectativa que depois tenho de corrigir. Em vez disso, faço uma chamada gratuita de 20 minutos, percebo o que precisa e envio um orçamento fechado por escrito, com o âmbito. Assim sabe o custo total antes de qualquer compromisso, e não há surpresas a meio.

Se está a pensar num site para uma empresa no Porto ou em Gaia, também pode ver as páginas de criação de sites no Porto e criação de sites em Vila Nova de Gaia.